12/2023

COP-28: Brasil e Latam devem usar renováveis em manufatura e agregar valor 

Publicado por: emais
Categoria: Imprensa

A Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em Inglês) defende que os países mantenham seus recursos energéticos "in natura" e destinem tais recursos a seus processos industriais, para vender os produtos manufaturados a 10 vezes o valor do energético.  

A afirmação foi feita pelo diretor-executivo da IEA, Fatih Birol, durante painel na COP-28, em Dubai, neste domingo (3). Para Birol, os recursos naturais incluem não só os minerais e minerais críticos como lítio e cobre, mas também a água, vento e sol.  

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, também participou do painel. Segundo ele, o Brasil precisa construir uma "transição energética justa, Inclusiva e equilibrada, e com agregação de valor econômico".  

A premissa de Birol e da IEA está alinhada com a proposta do Instituto E+ Transição Energética: que o Brasil aproveite seu potencial de produção de energia renovável para a produção de hidrogênio e biometano. A ideia é que esses combustíveis fiquem no país, sendo usados no processo de neoindustrialização, com a modernização e a descarbonização de indústrias hoje dependentes de combustíveis fósseis, como as de aço, química e de fertilizantes.  

A diretora-executiva do Instituto E+, Rosana Santos, esteve presente durante a apresentação de Birol em Dubai, e avalia que a questão-chave para que esses energéticos fiquem no Brasil é como garantir que o mercado pague um preço mais caro que um produto feito com menor pegada de carbono terá em comparação com seu concorrente feito com energia fóssil.   Para Rosana, a resposta está em quatro pontos: o mercado de carbono, incentivos fiscais, regulação e financiamentos facilitados.   

Neste ponto, Birol destaca que é necessário que sejam criados meios de financiamento destinados aos países da América Latina, ricos em recursos primários da transição. Durante o painel, o diretor da IEA destacou: "A América Latina precisa de financiamento. O resto já está no DNA da América Latina, assim como o futebol", disse Birol, um grande entusiasta do esporte.

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